Minas Gerais tem a maior área de montanhas do Brasil, aponta novo mapa do IBGE

Minas Gerais é o estado com maior área de montanhas do Brasil, aponta IBGE Reprodução/TV Globo Minas Gerais é o estado com a maior extensão de montanhas do Bras...

Minas Gerais tem a maior área de montanhas do Brasil, aponta novo mapa do IBGE
Minas Gerais tem a maior área de montanhas do Brasil, aponta novo mapa do IBGE (Foto: Reprodução)


Minas Gerais é o estado com maior área de montanhas do Brasil, aponta IBGE Reprodução/TV Globo Minas Gerais é o estado com a maior extensão de montanhas do Brasil, concentrando 37,3% da área desse tipo de relevo no país. O dado faz parte do novo mapa do relevo brasileiro, lançado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento apresenta, pela primeira vez, as montanhas como uma categoria própria nessa representação nacional. Antes, essas áreas apareciam agrupadas a outras formas de relevo, como os planaltos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Depois de Minas Gerais, os estados com maior extensão de montanhas são Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre as áreas mineiras incluídas na classificação estão a Serra do Curral, cartão-postal de Belo Horizonte, trechos da cadeia do Espinhaço e as serras do Caraça, do Gandarela e da Moeda. O trabalho levou quatro anos e reuniu cerca de 70 pesquisadores de universidades e instituições de geologia. O objetivo foi estabelecer critérios comuns para classificar o relevo em todo o país. Agora no g1 Montanhas ocupam 10,2% de Minas Apesar da liderança nacional em extensão, as montanhas ocupam 10,2% do território mineiro. Esse percentual é diferente dos 37,3%, que representam a participação de Minas no total de áreas de montanhas do Brasil. A maior parte do território estadual é formada por planaltos, que correspondem a 58,1% da área. As chamadas superfícies rebaixadas representam outros 29%. As montanhas se caracterizam por apresentar um desnível de pelo menos 300 metros em relação ao terreno ao redor, além de encostas íngremes e topos angulosos. O que muda com a classificação? Segundo o geógrafo Gabriel Bias Fortes, chefe da Seção de Base Territorial do IBGE em Minas Gerais, a existência de montanhas no Brasil já era reconhecida por pesquisadores. Faltava, no entanto, um sistema construído de forma colaborativa e consensual para padronizar essa classificação. “Se a gente for pensar na estrutura de relevo, ela sempre esteve lá, ela continua da mesma forma. O que a gente padronizou foi a classificação”, explica. O novo mapa pode servir de referência para livros didáticos, pesquisas de universidades e trabalhos de órgãos ambientais. A escala é de 1 para 1 milhão, o que significa que um centímetro no mapa corresponde a dez quilômetros no terreno. De acordo com Bias Fortes, a padronização nacional também oferece uma base para estudos mais detalhados sobre as formas de relevo. Mapa pode ajudar no combate a incêndios No Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, a administração pretende usar o novo mapa para auxiliar no monitoramento das partes mais altas da unidade de conservação. Segundo o gerente do parque, Henri Dubois Collet, cruzar as informações do relevo com as imagens das câmeras de monitoramento pode ajudar a identificar áreas de difícil acesso durante incêndios. Conhecer as características do terreno permite avaliar, por exemplo, se as equipes conseguem chegar em uma caminhonete com tração nas quatro rodas ou se precisam de apoio de uma aeronave. As informações também podem contribuir para o planejamento de trilhas. A identificação de encostas íngremes ajuda a definir trajetos e pontos que exigem mais atenção por causa do risco de quedas. “Cruzando com o nosso sistema de câmera de videomonitoramento, a gente tem a real situação daquele relevo daqui da sala, sem precisar de ir lá”, afirma Collet.

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